Vida em Marte - novas reinvidicações

Vida em Marte - novas reinvidicações.

Novas reivindicações sensacionais sobre vida em Marte estão sendo feitas pelos cientistas.

Alguns cientistas que em 1996 afirmaram ter encontrado possíveis evidências de vida no passado em um meteorito marciano agora dizem têm mais evidências para apoiar suas teorias em um, possivelmente dois, outros meteoritos.

Os resultados serão revelados em uma conferência. O anúncio certamente despertará uma grande controvérsia na comunidade científica, que está longe de estar convencida pela evidência de 1996. A nova evidência vem de um estudo de um meteorito chamado Nakhla, que caiu em Nakhla no Egito em 1911. Acabou fragmentando-se em muitos pedaços, sendo que posteriormente, uma análise detalhada revelou tratar-se de apenas um meteorito. Sua idade é calculada como sendo de 1,37 bilhões de anos e foi lançado pelo espaço quando um asteróide gigante chocou-se com Marte a centenas de milhões de anos atrás. Depois de milhões de anos no espaço, caiu na Terra em 1911. O meteorito contém estruturas formadas há 700 milhões de anos.

O exame do meteorito, usando um poderoso microscópio eletrônico de varredura, pela equipe do Centro Espacial Johnson da NASA, liderado por McKay, revelou uma variedade de partículas arredondadas de pequeno tamanho. Os pesquisadores sugerem que estas estruturas são remanescentes mineralizados de bactérias que viveram em Marte. Argumentam que seu tamanho é semelhante a bactérias terrestres. As imagens mostram, segundo os pesquisadores, colônias de bactérias e algumas parecem estarem sofrendo processo de divisão. Umas estruturas lembram as fibrilas as vezes vistas em bactérias da Terra. Ainda segundo McKay, os glóbulos estão enriquecidos com óxido de ferro, algo que ocorre normalmente quando morre um micróbio e sua célula se mineraliza. A diferença em relação ao ALH84001, que ficou na Antártica durante 16.000 anos até ser descoberto, é que o Nakhla foi recuperado quase imediatamente após a sua queda em 28 de junho de 1911. A amostra de McKay provém de um fragmento, fundido e intacto, que foi aberto no ano passado em condições estéreis em um ambiente controlado. Segundo McKay, deve ser o menos contaminado de todos os meteoritos marcianos

Os cientistas acreditam que o meteorito Nakhla pode ter sido colonizado por duas gerações de bactérias.

Um outro meteorito de Marte, chamado Shergotty, também pode conter fósseis, segundo a equipe.

Segundo Everett Gibson: Se os nanofósseis marcianos existem em três meteoritos de idades variadas, argumenta ele, é provável que ainda exista vida em Marte, e que tenha existido também durante os últimos quatro bilhões de anos. Ele calcula que as formas de vida em Marte tenham se estabelecido em “nichos”, provavelmente na água sob a superfície, onde sobrevivem até hoje. Essa suposição fundamenta sua concepção atual da vida em Marte. Se a vida existiu no Nakhla há 700 milhões de anos, e se também já existia no Shergotty há 165 milhões de anos, provavelmente está presente hoje, porque nada de significativo aconteceu no planeta nos últimos 165 milhões de anos.

Porém, segundo a comunidade científica, as formas curiosas e minúsculas encontradas nos meteoritos marcianos não são o suficiente para faze-los acreditarem que bactérias viveram em Marte. Dizem que não seria difícil ser enganado pelas formas de grãos minerais, especialmente se visto por um olho procurando formas orgânicas.

Fonte: Baseado da BBC, 27.08.99 e Mas Microbios Marcianos, 19.03.99.


 

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