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Serão bactérias marcianas?
Uma equipa de investigadores, financiados pela NASA e liderada por Thomas-Keprta, defende que 25% dos materiais magnéticos existentes no meteorito ALH84001 tiveram origem biológica.
O meteorito ALH84001 foi encontrado em 1984 na Antárctica, tendo-se chegado à conclusão, em 1994 e após vários estudos, que teve origem em Marte.
A rocha formou-se à 4 500 milhões de anos, pouco tempo depois do planeta se ter formado. Com o impacto de um cometa, à 16 milhões de anos, este pedaço de rocha foi ejectados para o meio interplanetário, onde vagueou até há 13 mil anos atrás, quando caiu na Antárctica.
Após três anos de estudos, os investigadores descobriram que perto de 25 % dos materiais magnéticos existentes nas amostras do meteorito ALH84001, satisfaziam o Critério de Biogéneses da Magnetite (CBM).
O CBM serve para dizermos se um determinado material magnético foi produzido por um ser vivo ou não. Nele são usados 6 testes distintos entre os quais:
Sabemos que na Terra certas espécies de bactérias marinhas usam cristais de magnetite para se orientarem. Estes cristais são muito puros e têm uma dimensão muito reduzida. Os cristais encontrados, no meteoritos, assemelham-se muito com os produzidos pela bactéria MV-1, não se conhecendo nenhum fenómeno geológico capaz de os produzir.
Os resultados agora publicados são muito polémicos, ainda mais porque não é a primeira vez que investigadores da NASA tiram conclusões precipitadas em relação a este meteorito. No entanto, se forem confirmados estamos na presença do mais velho vestígio de vida até agora descoberto. Isto pode ser uma indicação que a vida na Terra é mais antiga do que pensávamos, pois os vestígios mais antigos que se encontraram têm 3 800 milhões de anos.
Informações adicionais em:
http://ares.jsc.nasa.gov/astrobiology/biomarkers/pubs/ASM2002-Keptra.pdf
Fonte:
Astro Notícias, 08.08.02.