Novas evidências da existência de vida no passado de Marte

Novas evidências da existência de vida no passado de Marte.

Um novo estudo realizado com amostras do meteorito ALH84001, os cientistas do Johnson Space Center da NASA chegaram a conclusão que pelo menos 25% dos cristais de magnetita (nos carbonatos) encontradas no meteorito tem origem biológica. Os cientistas realizaram uma pesquisa detalhada das seis propriedades que deviria Ter um composto de magnetita de origem biológica e que diferenciasse-o de um que não fosse. Tomando isso como referência, analisaram por completo a amostra e chegaram a conclusão que pelo menos ¼ da magnetita coincide plenamente ao padrão que marcarão para deduzir de uma origem biológica.

Segundo os cientistas, a magnetita encontrada jamais seria produzida na natureza de forma casual e muito menos em um laboratório, por esse motivo foi necessário a presença de seres vivos na sua formação.

Na Terra, as bactérias magnetostáticas vivem em ambientes aquáticos, no qual ordenam nas suas células os cristais de magnetita funcionando como bússolas, de modo que ajuda a localizar alimento e energia. A magnetita (Fe3O4), se produz de maneira inorgânica em nosso planeta, porém os produzidos pelas bactérias, possuem uma pureza maior e possuem distintos tamanhos e formas.

Em estudos anteriores, os investigadores chegaram a conclusão de que ¼ da magnetita do meteorito tinham propriedades físicas e químicas similares as produzidas por bactérias em nosso planeta, entretanto é a primeira vez que os cientistas usaram seis características da magnetita e comprovarão que são idênticas as encontradas na Terra.

No mais, este resultado concorda com os dados obtidos pela sonda Mars Global Surveyor referentes ao passado de Marte indicando que teve um campo magnético forte no passado, ao mesmo tempo em que foi formado o carbonato que contém a magnetita do meteorito marciano. Além disso, em junho desse ano, os técnicos da NASA anunciaram a presença de água embaixo da superfície de Marte, que junto com a abundância de CO2 permite o desenvolvimento de bactérias.

Fonte: Baseado do site Mars Exploration, 02.08.02.


 

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