O que são nanobactérias

O que são nanobactérias ?

Em 1997 uma equipa de investigadores australiana fez uma descoberta extraordinária que poderá revolucionar a biologia e talvez ajude a perceber o que eram aquelas estruturas encontradas num meteorito proveniente de Marte e de que muito se falou há uns anos atrás. O grupo de investigadores estava a estudar algumas rochas sedimentares recolhidas a cerca de 3-5 km de profundidade quando se descobriu aquilo que se pensa ser bactérias cujo tamanho mínimo é cerca de 20 nm (nanómetros) de comprimento. Estas nanobactérias aparecem em colónias e têm tamanhos que variam entre 20 e 150 nm.

Antes desta descoberta as bactérias mais pequenas que se conhecia eram as bactérias que causam a pneumonia e que têm 200 nm, isto é 10 vezes maiores.

Esta descoberta, se se confirmar, pode provocar uma revolução na biologia uma vez que os conhecimentos actuais não conseguem explicar como é que as funções necessárias à vida podem ocorrer num volume tão pequeno. Uma molécula de DNA tem cerca de 2 nm de diâmetro e o diâmetro e as enzimas necessárias para a reprodução de DNA têm entre 10 e 20 nm de diâmetro. Não há simplesmente espaço suficiente para haver qualquer estrutura. Um vírus tem entre 10 e 20 nm.

A descoberta foi realizada por Dr Philippa Uwins, Richard Webb e Anthony Taylor da universidade de Queensland, Austrália. Embora seja muito difícil trabalhar com organismos tão pequenos, os investigadores utilizaram microscópios electrónicos poderosíssimos. Conseguiram também identificar DNA nas amostras e verificaram que as amostras cresciam, isto é as nanobactérias reproduzem-se. Em estudos subsequentes os investigadores identificaram nestas nanobactérias uma membrana e estrutura interna.

No interior das nanobactérias conseguiram identificar DNA. Uma das caracteristicas mais extraordinárias destas bactérias é que elas resistem a elevadas temperaturas, elevadas doses de radiação e ao vácuo, condições estas necessárias à operação do microscópio electrónico.

Esta equipa não é a única que defende a existência de nanobactérias. Outros investigadores, como Robert Folk, já tinham identificado, de forma independente, estas formas de vida. Robert Folk defende mesmo que as nanobacterias representam uma percentagem muito significativa da vida na Terra. Defende ainda que as nanobacterias representam um papel na ecologia muito importante.

Os críticos afirmam que estes 'organismos' são na realidade formas inorgânicas e que as experiências até agora realizadas não provam nada. Afirmam ainda que um organismo tão pequeno não pode ser uma forma de vida independente porque a estrutura necessária à reprodução não cabe num volume tão pequeno.

Estes organismos têm dado origem a algumas sugestões extraordinárias. Há quem tenha sugerido que as nanobacterias vivem em colónias que constituem uma metacélula. Cada nanobactéria realiza um papel para a comunidade. Desta forma nenhuma das nanobactérias tem que ter todas as estruturas necessárias à reprodução.

Em 1996 descobriu-se num meteorito proveniente de Marte fosseis (?) de pequenos organismos. Conclusão: há, ou houve vida em Marte. Problema (um entre muitos): o tamanho dos fosseis é muito pequeno, da ordem de grandeza das nanobactérias e como se sabe (?) nenhum ser vivo pode ser tão pequeno. Assim, a descoberta de nanobactérias fortalece a hipótese de vida em Marte. Mas este caso do meteorito de Marte é muito mais complicado. Fiquemos por aqui?

Dra. Philippa J.R. Uwins, autora da descoberta, página com vários links

Meteorito de Marte, Press Release

Artigo em que Robert Folk defende a existência de nanobactérias

Criticas à hipótese de nanobactérias

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Fonte: Site Excalibur: http://www.redebrasil.net/excalibur/index.php


 

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